O que faz uma pessoa ser do tamanho que é?
É o metro, o calçado, a visão de quem o vê?
Sou grande se preciso olhar pra baixo pra responder: ainda não, mas está perto.
Sou pequena se preciso olhar pra cima pra perguntar: já chegou?
Então é o tempo que retém o tamanho, e novo então, quando chega o tempo de não mais perguntar se aqui já é o lugar de lá, somos todos da mesma categoria grande?
Quase não dá pra escolher os tamanhos, mas tem gente por aí usando pequenos passados pra seu lugar atrás da resposta ou grande, se, da pergunta.
Isso é o que?
Medo, apego, fofoca de quem observa?
Por sorte feliz pode-se viver sem categorizar.
Mas não sem escrever.
Duas vezes mais eu me prometo voltar nessa questão, até que as respostas se pareçam menos e apareçam mais, até que eu entenda o que mesmo digo, até que enfim.
Duas vezes mais eu me prometo sorrir pra quem eu amo, até estar bem treinada pra sorrir pros outros também.
_ Se enxergo um monte em minha frente devo imaginar o que há depois dele, ou observar o caminho que há entre eu e ele.
_ Bem, primeiro deve-se observar o monte e depois decidir o que é mais interessante. A observação do obstáculo permite essa decisão, se só o que é visto basta, ou é muito pouco pra essa caminhada.
_ Como saberei se decidi corretamente?
_ Não saberá do caminho que não tomou, mesmo que ele exista.
Ainda não sei quem perguntou nem quem respondeu...
Domingo, 21 de Junho de 2009
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Bom dia!
Como num caminho noturno, persegui meu vaga-lume
não tinha calor nem iluminava
apenas me fazia ver o escuro
faltava sensação nos pés
sobrava pupila pra tanta luz buscada
me lembrei de processar sons, mas eram tão éticos, que pouco me disseram do trajeto
tantos sentidos indomados
então fiz com tato
com meu caminho de volta
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Seu Josias
Vim de longe, vi Gilberto encoberto no deitar
Com as tias, todas marias não precisa trabalhar, vai de mim, vadiar.
Com questão a percorrer minha mente questionar, todas sim, outras não, incoerência o que que há?
Acostumado, acolchoado acalento consigo há
Fim de noite, finda o dia e Geremias a Caetanear.
Ops! e Gilberto? Não sei ao certo quem, se é quem foi, nem quem será. Vi de longe.
Com as tias, todas marias não precisa trabalhar, vai de mim, vadiar.
Com questão a percorrer minha mente questionar, todas sim, outras não, incoerência o que que há?
Acostumado, acolchoado acalento consigo há
Fim de noite, finda o dia e Geremias a Caetanear.
Ops! e Gilberto? Não sei ao certo quem, se é quem foi, nem quem será. Vi de longe.
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
Pés pelo chão e pela paz

O primeiro tempo do compasso começa no dia 02 de outubro de 2009, mas na verdade já começou...
A marcha não pretende com esse caminhar, iludir e iludir-se com a idéia de que o fim da violência acontece num passe de mágica ou em alguns meses percorrendo o mundo com a imagem da paz.
Mas essas pessoas unidas querem celebrar o desejo de paz, é uma celebração pelo contrário do que é violência, pelo que gera alegria.
Não queremos o mundo estragado como está, mas nada de tristeza! Tristeza é uma disfarçada proteção, se fico triste por ver injustiças, fico com pena de mim e me escondo na dor. Indignação é a palavra! É não concordar com o que não está digno ao ser humano, aos animais, à natureza. Indignar-se com o que não está adequado e tentar mudar a direção das coisas é motivo pra comemorar sim! E quanto mais "comemorantes" melhor, mais bonito, mais forte, mais feliz é.
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
Sessão coruja
Sábado, 27 de Dezembro de 2008
Ouça: Dó-Mi

Enfim sós, eu e o ano velho que ta indo, por um instante veloz muito é relembrado e pouco lembrado. Vi e vivi, mas em algum lugar guardei, guardaram. Pra onde vão nossos passos carimbados no chão? Onde ficam guardados os abraços que recebi, os que doei? A vida onde é? É onde está?
Um dia eu li Clarice Lispector e talvez me arrependa, porque uma expressão dela me persegue, me vêm sempre a mente quando penso da vida: o instante-já. Mas pelo peso das lembranças e pelo cheiro do futuro, começo a perceber que a vida não é só o instante-já, é também o que foi e o que virá, a vida não é, está.
De qualquer maneira não dá pra treinar viver, não adianta depois de um erro, usá-lo como molde do fracasso e muito menos depois de um acerto copiar e colar. As coisas acontecem e as vezes não. A vida também é o intervalo, o intervalo inaldível como o melódico, este acontece na memória.
Talvez a vida seja vivida em partes: começa com a vontade do que acontecerá, depois o que acontece e finalmente o que aconteceu. A conjugação é pouco importante nos verbos, uso didático pra facilitar a comunicação, mas aí vem aquele "se tivesse acontecido", passados imperfeitos que talvez existam em outro lugar. E me perco nas palavras que tem boa vontade de me escrever.
Mas dessa ou de outras maneiras que sejam sentidas: vamos celebrar! Qualquer coisa, a capacidade de experimentar sentimentos e escolher como usá-lo, o humor melhorado principalmente, a nova visão das coisas, o amor, a fé, a dúvida, a música, a paz que tá lá dentro ainda, a possibilidade de organizar o tempo em pedaços pra contar e aquela sensação gostosa de poder começar de novo, de caderno novo.
Feliz 2009 para quem vive!
Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Pouca chuva
Ando descrente de tudo um pouco
principalmente do próprio ser ou não ser eu
parece que me foi tirado um código e por não mais existir agora não sei qual é, mas sinto falta
[uma vez vi uma apresentação de hipnose, onde o hipnotizado foi sugerido a esquecer um determinado número, o 6 eu acho, assim ele não mais tinha o registro desse número. Pra provar o que aconteceu o hipnotizador fez perguntas que necessitavam do número 6 na resposta. A cobaia parecia não sentir falta de nada, mas em alguns momentos não tinha resposta para as perguntas]
é nesse sentido que parece que me falta algo, parece que as coisas estão soltas no ar prestes a se desintegrar ou se agrupar de outra forma, será que fui abduzida e os seres de fora da Terra fizeram isso comigo? será que foi a tv, não...não recebo doses suficientes pra isso, será?
To lendo um senhor que disse que precisamos organizar nossas emoções e ter controle sobre elas, e melhor ainda, criar elas próprias. Que precisamos agir e não apenas reagir. Estarmos consciente ao aproveitar o dia...
Meu sorriso parece pesado, meu choro parece eminente a não brotar, mas existe um nó na garganta que incrivelmente agora meu deu forças e uma pequenina vontade em botão...e eu me sinto ridícula por estar no meu momento, descrente ao pó, ainda ver a esperança acenando...
Onde está meu colo?
principalmente do próprio ser ou não ser eu
parece que me foi tirado um código e por não mais existir agora não sei qual é, mas sinto falta
[uma vez vi uma apresentação de hipnose, onde o hipnotizado foi sugerido a esquecer um determinado número, o 6 eu acho, assim ele não mais tinha o registro desse número. Pra provar o que aconteceu o hipnotizador fez perguntas que necessitavam do número 6 na resposta. A cobaia parecia não sentir falta de nada, mas em alguns momentos não tinha resposta para as perguntas]
é nesse sentido que parece que me falta algo, parece que as coisas estão soltas no ar prestes a se desintegrar ou se agrupar de outra forma, será que fui abduzida e os seres de fora da Terra fizeram isso comigo? será que foi a tv, não...não recebo doses suficientes pra isso, será?
To lendo um senhor que disse que precisamos organizar nossas emoções e ter controle sobre elas, e melhor ainda, criar elas próprias. Que precisamos agir e não apenas reagir. Estarmos consciente ao aproveitar o dia...
Meu sorriso parece pesado, meu choro parece eminente a não brotar, mas existe um nó na garganta que incrivelmente agora meu deu forças e uma pequenina vontade em botão...e eu me sinto ridícula por estar no meu momento, descrente ao pó, ainda ver a esperança acenando...
Onde está meu colo?
Assinar:
Postagens (Atom)