sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Curto o momento


Sob a cortina do céu azul a Primavera tem ninhos de pássaros
canto cores e cheiros
Sobre o piso do solo vermelho tenho os pés decididos
toco sons e ruídos
Entre os dois tenho-me depois de semente nascida, colorida.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Para um lugar maduro ser e terno parecer

Busco a plantinha que quer crescer daqui pra fora
Que em semente esperou a água derramar,
protegida pelo amor entre o céu e a terra, permaneceu.
Se já derramou, se já deram amor, não falta nada
daqui para fora, tudo
para o fora vir a dentro
e explodir em vontade infinita de agradecer, enfim seu ser.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Canção: Todo mundo tem um louco

Convenci um ser bem pequenino a morar no meu coração.
Não cabia, não havia como entrar naquela imensidão.
Só um sopro, bem veloz pode sufocar a situação.
Não sei como nem porque vi nascer um ruído musical.
Saltou na ponta do pé vesgo, olhou pra cima e deu sinal: sim!

Da luz para a luz


Eu vi um menino correndo...era o vento
Também veio uma menina dançando e era chuva
Em um gesto grandioso o Sol quis fazer o brincar
Fez-se arco-iris, a euritmia do sorriso de olhos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tim,


As vezes também me desmancho em pequenas borboletas e vou sumindo em direção a Lua.
Volto.
Mas algumas borboletas querem ficar por lá.

E fazem falta as danadinhas!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sem açúcar

O remédio era veneno

O rosto era de máscara

As palavras vazias de verdade

E o meu coração morreu

Querendo ser transplantado

Sinto tanta dor

Talvez porque não quis esperar a anestesia

Me cortei no tempo urgente

Esvazia esvazia

Nem que acabe essa dor

A dor acabaria

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quase um encontro com o eco

A lua de papel quase pegou fogo de manhã

Não teve uma nuvem se quer pra ajudar

Na vida toda nada tão igual ao que imaginou

Nos mínimos detalhes

Igual

Por isso não acreditou, olhou, confundiu-se e foi embora.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Luz de Miguel

Tendo o Sol como destino e origem
tendo a Lua como cavalo e sala de espera
me espera
e eu espero
ansiosa por te ajudar a esvaziar a mochila.
Com o conforto das margens da insanidade
cobertos de amor de cima à baixo
venerando com sorrisos de baixo à cima
brilha!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Letra em verso

Dormir ao som da chuva
Sem bota nem luva
É um sonho não ter hora para acordar

Em outro céu
enxugado
azul
de inverno ensolarado
Caminho sem ter pressa de chegar

Para isso os dias são eternos
Conjugar verbos antigos e modernos
Tentando fazer não existir a pressa de acabar.

(21/06/2010)

domingo, 13 de junho de 2010

Esculpindo a machadadas

Quando minha mão direita em unhas vermelhas
virou a página do seu conto percebi a minha
importância na sua vida.

Quando minha mãe, direita, em unhas vermelhas
virou a pagear-me com seu canto, percebi a mim,
imponência na sua vida.

Quanto tinha de indiretas nas "Velhas Centelhas"
ao virar a página? No seu conto percebi a mina
de riquezas da sua escrita.

Quanto menos mãos dirigirem em ruas envereadas
mais a página do seu conto perecerá à minha
incerteza se será lida.

Quando menos mãos direitas, em união vendidas
virem aplaudir o seu canto, perceberás a minha
relevância na platéia.

Quando temos as mãos dadas em união verdadeira
vemos apaziguar, como num canto, a
irrelevância da dureza da vida.

Conto, em minha mão direita, cinco unhas vermelhas
virando a página, quando esta
sem porte for lida.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Memórias eternas brilhantes

Nasci em 1978, morava num sítio. Tinha sempre galinhas, gatos e cachorros pela vida. Uma vez teve um coelhinho, era coelha, comia alface e outras folhas verdes. Um dia ela comeu (por engano, penso) outra folha verde que não podia ser comida por coelhos. Morreu então. Fiquei triste.

Uma vez de madrugada muita gente acordou e saiu na rua! Barulhos estranhos foram ouvidos. Eu, bem pequena, fui também pra rua, com meu pai. E vi grandes caixas (grandes, bem maiores que as caixas d'água que ficavam numa torre nos quintais) na cor prata. Não podíamos tocar. Disseram que era um balão (balão quadrado? tá me enganando! pensei) ou satélite (eu não sabia ainda o que ou para que servia um satélite) muita gente pensou mesmo que tivesse coisa de extraterrestre...acho que pensei isso também. Não seio que aconteceu depois.

Lembro da impressão que tenho do meu caminho de casa quando tinha 6 anos. O melhor caminho de todos. Naquele tempo voltar pra casa era realmente Para Casa. Não havia outros planos, não havia o pensar: o que vou fazer da minha vida ano que vem? Vou morar sempre aqui? Não, estava em casa. Eu só queria mesmo era brincar o dia inteiro e aprender logo a ler, pra saber o que os livros diziam.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lemniscata

Contudo somos gestos
reflexos de outros carnavais
cansados de dizer a mesma coisa,
alegorias do tempo que não se transforma,
mas muda tudo devagar e enfeitado de nós.

Com tudo o que vivemos,
caminhamos por aí, carregando e sendo carregados
porque fomos vividos por alguém também
que tem seu peso dos dias passados.

Conformados finalmente em algum lugar chegamos,
prontos em um forma já sem necessidade,
porque a mão que fez o gesto e a matemática que mostrou o tempo
vão reiniciar o processo sem precisar carregar bagagens.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Micróbvio

Já não é verão no meu país
que sol não há
sopra um vento vão
entre as cortinas
que querem desbotar

Há muita cor com fosco triste
esperando uma luz que agora não existe
mas voltará

Pra fazer do dia
um lugar
pra devolver o brilho
de quem olhar
um jasmim
e o seu perfume forma revelar
contornos, contorna
a noite e amanhece

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Já não sinto frio
e meus pés podem tocar
o rio sozinho que a
chuva veio derramar

Imensidão
de olhos vivos
procurando um
motivo para iluminar
e vão achar

Pois quem caminha
percorre o solo
e mesmo só
quer dividir suas pegadas
que vão deixar na estrada
para quem chegar
e arco-íris depois da chuva.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

"Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter, como todo dia nasce Noovo em cada amanheceeer..."


Para quem come arco-íris

Pintou as mãos de vermelho e saiu carimbando por aí,
nem viu que horas eram e nem quem foram os que a marca levaram
fora tão rápido que alguns nem perceberam, fora tão rápido quanto os cortes de quadros da tv
não perceberam, apenas olharam, olhem, olharam e nem viram, nem se lembrarão
Desbotou a mão do vermelho e voltou apagando por lá, já viu as horas e não conseguiu se lembrar por onde foi, só que voltava
e que tinha os pés do chão
Tinha medo e saudade
Coragem e segredos
e uma ficha de orelhão.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Quero sempre as tuas mãos de paz e teus olhos de luz


As mãos existem em nós como lembranças das asas que um dia estiveram aqui
É com elas que imitamos as borboletas e os passarinhos
e com elas fazemos do tato nossas palavras de carinho
no diminutivo, sinônimo de ajuda, no ombro de "coragem rapaz", com as crianças elas viram personagens de incríveis histórias
por elas as artes passam, dançam, criam, fazem música, comunicam.
Uns pedem a mão do outro e continuam pela vida com elas dadas
elas transmitem e pedem proteção
São mágicas, tanto quanto se ainda fossem asas
a luz por ali passa, invisível, as vezes.

sábado, 8 de agosto de 2009

Não me lembro onde, mas era de um agora.

Vou te contar, não houve luz que não cegasse aqueles olhos.
Tudo era um brilho e velocidade, causando espanto e sorrisos.
Todas as luzes, permitindo cores para aquecer o céu.

.



domingo, 21 de junho de 2009

Sem caneta, sinistro.

O que faz uma pessoa ser do tamanho que é?
É o metro, o calçado, a visão de quem o vê?
Sou grande se preciso olhar pra baixo pra responder: ainda não, mas está perto.
Sou pequena se preciso olhar pra cima pra perguntar: já chegou?
Então é o tempo que retém o tamanho, e novo então, quando chega o tempo de não mais perguntar se aqui já é o lugar de lá, somos todos da mesma categoria grande?

Quase não dá pra escolher os tamanhos, mas tem gente por aí usando pequenos passados pra seu lugar atrás da resposta ou grande, se, da pergunta.
Isso é o que?
Medo, apego, fofoca de quem observa?

Por sorte feliz pode-se viver sem categorizar.

Mas não sem escrever.

Duas vezes mais eu me prometo voltar nessa questão, até que as respostas se pareçam menos e apareçam mais, até que eu entenda o que mesmo digo, até que enfim.
Duas vezes mais eu me prometo sorrir pra quem eu amo, até estar bem treinada pra sorrir pros outros também.

_ Se enxergo um monte em minha frente devo imaginar o que há depois dele, ou observar o caminho que há entre eu e ele.
_ Bem, primeiro deve-se observar o monte e depois decidir o que é mais interessante. A observação do obstáculo permite essa decisão, se só o que é visto basta, ou é muito pouco pra essa caminhada.
_ Como saberei se decidi corretamente?
_ Não saberá do caminho que não tomou, mesmo que ele exista.

Ainda não sei quem perguntou nem quem respondeu...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Bom dia!


Como num caminho noturno, persegui meu vaga-lume
não tinha calor nem iluminava
apenas me fazia ver o escuro
faltava sensação nos pés
sobrava pupila pra tanta luz buscada
me lembrei de processar sons, mas eram tão éticos, que pouco me disseram do trajeto

tantos sentidos indomados
então fiz com tato
com meu caminho de volta

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Seu Josias

Vim de longe, vi Gilberto encoberto no deitar
Com as tias, todas marias não precisa trabalhar, vai de mim, vadiar.
Com questão a percorrer minha mente questionar, todas sim, outras não, incoerência o que que há?
Acostumado, acolchoado acalento consigo há
Fim de noite, finda o dia e Geremias a Caetanear.
Ops! e Gilberto? Não sei ao certo quem, se é quem foi, nem quem será. Vi de longe.