Lá no silêncio da noite o meu brilho está
Rápido o passo daquele que anda só
Não tem luar
Frio caminhar
É uma busca sem fim
Pra me encontrar
Eu sou de verdade
Não perco meu tempo
Com um lamento por dia
Já dá pra viver
As vezes olham e não me vêem
E não entendem minha voz
Aproveito então pra cantar
O que não querem ouvir
O som da saudade
Tom do pensamento
Na fuga da imagem
Consigo seguir
Tudo o que é dito é lido é rito, contorno, palavras, costumes, sanskaras, de novo, ripieno que acompanha o sentido que acompanha a essência que flutua nas idéias impossíveis de contar
segunda-feira, 21 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Etéreo
Tem o leve sopro da vida que se esconde na semente e finge não saber a imensa árvore que carrega, tem.
Tem que me faz pensar, mais até, me faz sentir.
Assim como as raízes sentem, imagino.
E também como as folhas suspiram, viajo.
Nossa! como as flores se entregam, invento.
Lindo desbrochar no encontro marcado.
Tem que me faz pensar, mais até, me faz sentir.
Assim como as raízes sentem, imagino.
E também como as folhas suspiram, viajo.
Nossa! como as flores se entregam, invento.
Lindo desbrochar no encontro marcado.
domingo, 29 de junho de 2008
Ao azul um pedido
Deixa eu me perder nos seus olhos enquanto o sono não vem, tirar o nome das palavras e colocar sentido, sentir.
Me deixo navegar pelo silêncio colorido da tua espera enquanto as setas definem-se por si só. Só não estarei.
É...acho que vai demorar muitas reticências...
(em 25/06)
Me deixo navegar pelo silêncio colorido da tua espera enquanto as setas definem-se por si só. Só não estarei.
É...acho que vai demorar muitas reticências...
(em 25/06)
terça-feira, 24 de junho de 2008
Rimaria
Com dor, condor seria, além, com alegria
só ri, sorri ao dia
assim é, que bom será.
Põe mais cor na tua voz, arco, alquimia, sejas tu, tua mania, de viver a vida leve, leva luz, traz melodia.
Canta, com merecer, pra cá, sei o que quer dizer
não, não é o ar o guia
é um tanto bem maior, é utopia?
só ri, sorri ao dia
assim é, que bom será.
Põe mais cor na tua voz, arco, alquimia, sejas tu, tua mania, de viver a vida leve, leva luz, traz melodia.
Canta, com merecer, pra cá, sei o que quer dizer
não, não é o ar o guia
é um tanto bem maior, é utopia?
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Caligrafia
Quando há duas pessoas conversando, uma ouve a outra fala (r).
Depois troca.
A outra ouve e uma fala...ops!
Tem sim, gente que fala demais mesmo. Mas deve ser porque sempre há uma ou outra que ouve melhor.
Casos, contos, contas a pagar, tudo quer ser dito, mesmo que por escrito.
Ouve aí o que vou contar:
Numa nuvem branca no fundo azul morava uma asinha de anjo com o próprio anjo ainda grudado nela. O anjo dormia muito porque era tão macia a nuvem branca...como a asinha era também dessas muito macias ficava entediada de tanta mesma coisa, por isso criou vida própria e não via a hora de se desgrudar do anjinho dorminhoco. Não estava ela realizando sua função de asa, poxa! com um sono operante.
Quando tem chuva, efeitos magnéticos ocorrem na nuvem e ela muda de cor e fica úmida. O anjo sempre acorda assustado "Chuva?!"
A asinha planejou, cantaria música de nuvem branca macia para o anjo continuar dormindo com a chuva.
Mas por que?
Ora, efeitos magnéticos produzem poderes de ligação e cancelamento de fases. Então, poderia cancelar a ligação dela com o anjo do sono.
Cantou.
Dormiu.
Kabrum!!!
E desde então o sono parece aconchegante quando chove, como se tivesse alguém embalando na canção. E quando vem o sol bem quentinho dá vontade de voar por aí. Mas a asinha já foi, sozinha, cansou de esperar.
E as vezes fazemos assim com os ombros (...) sentindo falta, sem lembrar do que...
Contar história por contar história. Se há outros motivos pra fazer mesmo isso deve ser menos refrescante. :P
Depois troca.
A outra ouve e uma fala...ops!
Tem sim, gente que fala demais mesmo. Mas deve ser porque sempre há uma ou outra que ouve melhor.
Casos, contos, contas a pagar, tudo quer ser dito, mesmo que por escrito.
Ouve aí o que vou contar:
Numa nuvem branca no fundo azul morava uma asinha de anjo com o próprio anjo ainda grudado nela. O anjo dormia muito porque era tão macia a nuvem branca...como a asinha era também dessas muito macias ficava entediada de tanta mesma coisa, por isso criou vida própria e não via a hora de se desgrudar do anjinho dorminhoco. Não estava ela realizando sua função de asa, poxa! com um sono operante.
Quando tem chuva, efeitos magnéticos ocorrem na nuvem e ela muda de cor e fica úmida. O anjo sempre acorda assustado "Chuva?!"
A asinha planejou, cantaria música de nuvem branca macia para o anjo continuar dormindo com a chuva.
Mas por que?
Ora, efeitos magnéticos produzem poderes de ligação e cancelamento de fases. Então, poderia cancelar a ligação dela com o anjo do sono.
Cantou.
Dormiu.
Kabrum!!!
E desde então o sono parece aconchegante quando chove, como se tivesse alguém embalando na canção. E quando vem o sol bem quentinho dá vontade de voar por aí. Mas a asinha já foi, sozinha, cansou de esperar.
E as vezes fazemos assim com os ombros (...) sentindo falta, sem lembrar do que...
Contar história por contar história. Se há outros motivos pra fazer mesmo isso deve ser menos refrescante. :P
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Ei! espera aí!
Assustadoramente amarela e linda eu vi da janela sem contorno a Lua.
Que foi criando margens mais definidas a medida que meus olhos precisassem subir pra observá-la. Num impulso invadido quase chego mais perto.
É.
Eu tenho um sinistro medo de cair pra cima quando a Lua ta cheia...como se uma força fizesse meu coração bem maior e o arrastasse simetricamente para o meio do meu peito, por ali me puxasse então, com arrepios nas costas.
*sinistro=estranho familiar
=D
Que foi criando margens mais definidas a medida que meus olhos precisassem subir pra observá-la. Num impulso invadido quase chego mais perto.
É.
Eu tenho um sinistro medo de cair pra cima quando a Lua ta cheia...como se uma força fizesse meu coração bem maior e o arrastasse simetricamente para o meio do meu peito, por ali me puxasse então, com arrepios nas costas.
*sinistro=estranho familiar
=D
quarta-feira, 26 de março de 2008
Romeu e Julieta


...O amor não se tem na hora que se quer, ele vem no olhar, sabe ser o melhor na vida e pede bis quando faz alguém feliz... (Rodrigo Amarante)
Os caminhos foram só uma lembrança do que não podia ser...
Por quê? é uma dessas perguntas que não precisam resposta, uma forma de tirar da garganta no meio daquele nó que dói e esquenta os olhos, dessas dores de quem tem que dizer adeus, um coiso indefinido e colocar no meio em forma de som.
Por quê? não quer dizer nada.
Mesmo porque o que há a dizer?
Poderia eu dizer de um tempo que foi em alguma outra realidade paralela talvez, "em algum lugar do passado"
{(tercina de semínima)do-re-mi-siiiii-do-si.-sol-ree-miiii ...},
mas seriam lamentos inúteis, só pra ficar compadecida de mim mesma. Ficar achando que nunca será a minha vez...agora que é um momento de nó, não consigo ver que minha vez são todas as vezes do hoje, mas sei que é assim que tem que ser.
Então: "a despedida é uma dor tão grande, todavia, te digo boa noite, até que seja dia" próprio Sheakspeare
Om Shanti
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