Querendo fazer um rabisco
tracei um caminho
e não fui por ali
e não fui ainda
Muito tempo esperando já penso que estou lá
Penso, logo esquisito
lógico incerto esse tempo do distante...
Impressão de querer fazer um traço mais forte pra não se apagar por aí,
mas o traço mais leve me atrai
parece um som mais bonito
onde os harmônicos ficam mais a vontade pra acompanhar a fundamental ou não...
E talvez falemos mais e menos
mais baixinho
mais ouvindo
mais enxergando os detalhes e
menos superfície...
É lá na raiz que a vida se sustenta.
Tudo o que é dito é lido é rito, contorno, palavras, costumes, sanskaras, de novo, ripieno que acompanha o sentido que acompanha a essência que flutua nas idéias impossíveis de contar
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Titulo 1: Ver sem enxergar? Titulo 2: So falo portugues; Titulo 3: La menor
Lafora ar deuma estre
Laquea quime cabesenti
Ladeum a for matranqui
La enova
Doco mec(s)oes curoefri o
Domi na
Dope laener giala tente
Don devimtam bem
Mi lestre laseu viri acom
Minhames ma for matranqui la enova
Minu tosa conte plarim presso esdos
Milho espas sados.
Laquea quime cabesenti
Ladeum a for matranqui
La enova
Doco mec(s)oes curoefri o
Domi na
Dope laener giala tente
Don devimtam bem
Mi lestre laseu viri acom
Minhames ma for matranqui la enova
Minu tosa conte plarim presso esdos
Milho espas sados.
sábado, 12 de janeiro de 2008
Pensando ontem
(Aviso, com voz de tripulante de alguma nave: Atencao, ao ler este texto queiram perdoar a incapacidade do teclado em nao saber utilizar acentos graficos em seus devidos e necessarios lugares, ou nao.)
...o ano de 2008 comecou comigo fora de casa...(o fato de eu estar fora de casa ser um marcador do inicio do ano parece egocentrico demais, entao nao.)
Minha casa estava menos cheia de mim no ano novo...(nao, nao, eles estavam cheios de mim? estavam?)
...O ano de comeco breve me pegou de ferias em outras terras outros sons, (agora sim, mais julianistico piquianico)
lugar este mais perto do meio do mundo (grande, na visao do grande Guim).
O aqui tao longe me faz sentir algo de atemporal. Sei que 2007 acabou, sei que costumamos contar o tempo desde os segundos ate milenios, tudo marcado em conjunto, mas a substanciabilidade do tempo discondiz (se eh que existe essa palavra) com os numeros as vezes. Naquelas vezes que nos permitimos esvaziar as horas e carregar-se de instantes. E entao ocorre a percepcao de ser inteira sem se importar se faltasse pedaco...
e, contemplar sorrisos, arriscar atalhos, derreter verdades absolutas e coloca-las em formas de ponto de interrogacao.
O instante que me seduz parece um desenho sem contorno, facil de misturar-se aos outros sons.
O meu celular curitibano conta 01:01h do dia 11/01/2008
o relogio manauense conta aqui 23:01h do dia 10/01/2008
a famosa linha do tempo irreal...
...o ano de 2008 comecou comigo fora de casa...(o fato de eu estar fora de casa ser um marcador do inicio do ano parece egocentrico demais, entao nao.)
Minha casa estava menos cheia de mim no ano novo...(nao, nao, eles estavam cheios de mim? estavam?)
...O ano de comeco breve me pegou de ferias em outras terras outros sons, (agora sim, mais julianistico piquianico)
lugar este mais perto do meio do mundo (grande, na visao do grande Guim).
O aqui tao longe me faz sentir algo de atemporal. Sei que 2007 acabou, sei que costumamos contar o tempo desde os segundos ate milenios, tudo marcado em conjunto, mas a substanciabilidade do tempo discondiz (se eh que existe essa palavra) com os numeros as vezes. Naquelas vezes que nos permitimos esvaziar as horas e carregar-se de instantes. E entao ocorre a percepcao de ser inteira sem se importar se faltasse pedaco...
e, contemplar sorrisos, arriscar atalhos, derreter verdades absolutas e coloca-las em formas de ponto de interrogacao.
O instante que me seduz parece um desenho sem contorno, facil de misturar-se aos outros sons.
O meu celular curitibano conta 01:01h do dia 11/01/2008
o relogio manauense conta aqui 23:01h do dia 10/01/2008
a famosa linha do tempo irreal...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Distraída mas sem perder o bonde
Estava eu vagando pelos pensamentos inúteis, comecei a tentar inventar uma palavrinha bem pequena...pra ter certeza de que vai ter um significa bem único...
mas que ilusão eu estaria criando?
Da onde "pequena" = "uma coisa só"?
Exemplo de uma que já existe (e existe bem na infância e muito até agora):
nuvem (palavra pequena)
pode significar tanta coisa, até chuva (quando estamos com preguiça de pensar)
hoje até significou uma pomba que foi fechando os olhos e dormiu no travesseiro que também era branco...
depois ainda significou uma caverna escura com árvores claras na frente e daí o ônibus chegou e eu fui...
outro dia, antes do ôbnius chegar, ela começou a significar um monte de cabeças de bonecas gordinhas, eu fui ficando com medo, que parei de significar por uns dias...
É por isso que não devemos perguntar aos significadores o que eles queriam dizer com aquelas imagens-palavras...ora, porque a resposta é uma só nuvem: o que foi imaginado e dito. E depois até risto. Risto, acho que inventei uma.
Ta bom...já vou dormir
domingo, 9 de dezembro de 2007
Quando pego uma palavra e transformo em várias outras
Havia uma cerca de metal entre a Maria e o Juvenal
Não chovia ninguém dormia
Só, o gato no telhado
Com o cerco fechado, ambos isolados, não tão iguais assim...
A, B, fazer o que?
Gato mia, ouve Maria
Sim no telhado, o Juvenal parado...
Maria queria como nos outros dias
Perceber sim que a cerca aos poucos caía
Juvenal cansado não
A cerca havia
Via que há
Como o gato no telhado chegava?
Como descia?
Só, a Maria assim pensava
Enquanto os lamentos de Juvenal soavam
Cerca mal amada
Enquanto a chuva não vinha
E a noite era grande
Maria então, atrás da cerca de metal
Não mais escolheu estar
Pulou a cerca Maria?
Feriu o metal Juvenal?
Pode ser...
mas gosto de pensar que
No telhado próxima a liberdade do gato
Dormira Maria a estrelas contar.
Anagrama?
Não chovia ninguém dormia
Só, o gato no telhado
Com o cerco fechado, ambos isolados, não tão iguais assim...
A, B, fazer o que?
Gato mia, ouve Maria
Sim no telhado, o Juvenal parado...
Maria queria como nos outros dias
Perceber sim que a cerca aos poucos caía
Juvenal cansado não
A cerca havia
Via que há
Como o gato no telhado chegava?
Como descia?
Só, a Maria assim pensava
Enquanto os lamentos de Juvenal soavam
Cerca mal amada
Enquanto a chuva não vinha
E a noite era grande
Maria então, atrás da cerca de metal
Não mais escolheu estar
Pulou a cerca Maria?
Feriu o metal Juvenal?
Pode ser...
mas gosto de pensar que
No telhado próxima a liberdade do gato
Dormira Maria a estrelas contar.
Anagrama?
domingo, 2 de dezembro de 2007
Um dia depois de uma sexta-feira
Sábado não é um dia de acordar cedo, mesmo assim, vou.
Lá é um lugar onde as pessoas querem aprender a música que fica dentro do violino, ensino.
Motoristas tranquilos, "olá, como vai? não veio sábado passado?", não no passado.
Depois
Motorista "estressado", foi o eco que ficou zuando após uma reclamação de janela. Que foi seguida de outra, "acordo às 4 da manhã (mesmo assim, vai), chego às 16 em casa, bla bla bla, os motoristas de Curitiba são os piores, disse o outro que não estava no eco (Mas será que ele ofendeu o que acorda tão cedo? e os tranquilos lá de trás?), talvez.
Ensaio bom, amanhã vamos, lá é um lugar onde as pessoas vão nos assistir de curiosidade, mostraremos.
De volta pra casa no horário sagrado do motorista, sábado não é um dia de almoçar no horário, fome.
Depois
Ensaio pouco nervoso, agora vamos, lá é um lugar onde a família e amigos foram nos ver e ouvir, cantamos e tocamos felizes.
Da igreja pro saci, dicotomia bem resolvida, com risos e papos batidos.
Sábado não é um dia de voltar pra casa, fico então na da Gigi.
Após infinitas crises de risos (só porque ninguém lembrou o nome da namorada de uma amigo...) , durmo "daí".
E já é tudo passado.
Lá é um lugar onde as pessoas querem aprender a música que fica dentro do violino, ensino.
Motoristas tranquilos, "olá, como vai? não veio sábado passado?", não no passado.
Depois
Motorista "estressado", foi o eco que ficou zuando após uma reclamação de janela. Que foi seguida de outra, "acordo às 4 da manhã (mesmo assim, vai), chego às 16 em casa, bla bla bla, os motoristas de Curitiba são os piores, disse o outro que não estava no eco (Mas será que ele ofendeu o que acorda tão cedo? e os tranquilos lá de trás?), talvez.
Ensaio bom, amanhã vamos, lá é um lugar onde as pessoas vão nos assistir de curiosidade, mostraremos.
De volta pra casa no horário sagrado do motorista, sábado não é um dia de almoçar no horário, fome.
Depois
Ensaio pouco nervoso, agora vamos, lá é um lugar onde a família e amigos foram nos ver e ouvir, cantamos e tocamos felizes.
Da igreja pro saci, dicotomia bem resolvida, com risos e papos batidos.
Sábado não é um dia de voltar pra casa, fico então na da Gigi.
Após infinitas crises de risos (só porque ninguém lembrou o nome da namorada de uma amigo...) , durmo "daí".
E já é tudo passado.
sábado, 24 de novembro de 2007
O seu bom melhor
Minha canção, ta na tua hora de aumentar o volume
de deixar velhos costumes de comunicar, "músicaaaa e cafeziiinhoooo"
Confiar nos pés descalços que sentem com a verdade da experiência o que o solo quer desenhar na minha vida.
Acreditar.
Encher as paredes das pessoas, que ouvem e lêem, de contornos indefinidos, de regresso antes do ido, até de rimar.
Sim, gosto de por quês, mas se não o porquê vier (nada a declarar), tudo bem, tudo em paz. "Camarada viva a vida mais leve, não deixe que ela escorregue" e viva! a vida também.
de deixar velhos costumes de comunicar, "músicaaaa e cafeziiinhoooo"
Confiar nos pés descalços que sentem com a verdade da experiência o que o solo quer desenhar na minha vida.
Acreditar.
Encher as paredes das pessoas, que ouvem e lêem, de contornos indefinidos, de regresso antes do ido, até de rimar.
Sim, gosto de por quês, mas se não o porquê vier (nada a declarar), tudo bem, tudo em paz. "Camarada viva a vida mais leve, não deixe que ela escorregue" e viva! a vida também.
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